sobre a Casa Azul

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sobre a Casa Azul

influências pedagógicas

metodologia

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quem somos

                       Casa Azul - Centro Infantil (e não só) de Arte, Arquitectura e Artesanato do Faial, CIAAAF, é um espaço fundado pelo estúdio-estórias (associação sem fins lucrativos Beyond Walls) onde crianças, adolescentes e adultos são convidados a criar, livremente, novas narrativas artísticas em torno de características intrínsecas ao Faial. Narrativas essas que partem de estórias existentes sobre tradições, locais, objectos, materiais, personagens ou eventos da ilha. A transformação entre estórias existentes e novas narrativas materializa-se através do acto de fazer e de construir estabelecendo uma forte ligação com arte, arquitectura, artesanato permitindo uma aprendizagem através de acções práticas e experimentais criadas no diálogo entre a mão e o acto de pensar, reflectir levando a uma aprendizagem holística em contraste com uma aprendizagem fragmentada por disciplinas. 

                       Casa Azul é um espaço de partilha de experiências e de conhecimentos. É um espaço para os residentes da ilha do Faial, onde tudo o que é produzido é feito por esses mesmos residentes, especialmente crianças. A Casa promove a re-utilização, re-apropriação, reciclagem e transformação de materiais, objectos e espaços de forma a valorizar o que já existe, contribuindo para a consciencialização de questões ambientais, nutrindo, simultaneamente, a imaginação.

 

                       Os projectos desenvolvidos na Casa fazem a ligação entre o meio ambiente e natureza, com o espólio cultural, social e arquitectónico da ilha, em detrimento daquilo que é importado que tem levado à desvalorização do que é criado, produzido ou cultivado localmente. De forma crítica e construtiva, todas as actividades realizadas na Casa Azul reflectem as qualidades e características do Faial, assim como os recursos e tradições existentes, criando mudanças positivas para o dia-a-dia dos residentes e contribuindo para a emancipação participativa e promoção da cidadania dos mesmos. As diferentes actividades propõem a recuperação ou reanimação de estórias quase perdidas, ou já extintas, como, por exemplo, formas de artesanato, materiais locais ou construções arquitectónicas vernaculares documentadas em arquivos e livros que, em breve, não serão mais que meras memórias do passado. Assim, Casa Azul acolhe e promove trocas geracionais e multi-culturais para que surjam ideias inter-ligadas e complementares que juntem passado, presente e futuro, num conjunto de estórias criadas na e para a ilha e seus residentes. 

                       Casa Azul inspira-se em projectos e programas pedagógicos antecedentes nacionais e estrangeiros, analisados e considerados modelos de referência. Resulta também da reflexão sobre projectos participativos e pedagógicos desenvolvidos anteriormente pelo atelier urban nomads. 

 

                       Uma das mais marcantes influências foi o trabalho desenvolvido pelo Centro Artístico Infantil, iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian, entre 1984 e 2002. A existência do CAI durante 18 anos marcou várias gerações de crianças, e adultos, tendo contribuído para a divulgação de linguagens artísticas, unindo Arte e Educação.

 

                       Outra grande influência são os métodos pedagógicos progressivos desenvolvidos por Maria Montessori, Rudolf Steiner, em Reggio Emília e pelas Escolas da Floresta (Forest Schools) que enfatizam a importância de promover autonomia nas crianças a partir dos primeiros meses após a nascença e a aprendizagem através do acto de fazer e do contacto com a natureza.  

                       Todas as actividades têm uma forte agenda social, seguindo sete processos distintos, mas interligados. Preparar, observar, experienciar, experimentar, construir, apresentar e, por fim, reflectir de forma crítica, servem de guião para cada actividade. Não sendo necessário subscrever a todos os processos em cada actividade/projecto, estes ajudam a estruturar o desenvolvimento dos mesmos e a obter resultados únicos e em resposta a contextos físicos e sociais específicos contribuindo para a valorização dos espaços que nos rodeiam. 

Preparar - cria as fundações do projecto/actividade. Pode tomar a forma de um arquivo online, por exemplo, que ajude a documentar o progresso do mesmo. 

Observar - envolve uma imersão inicial num local através de uma perspectiva de alguém de fora. Pode tomar a forma de caminhadas, mapeamento, registos fotográficos.

 

Experienciar - envolve um entendimento qualitativo do que existe num local específico, estabelecendo uma ligação mais próxima com os residentes desse local. Pode tomar a forma de entrevistas ou curtos documentários.

 

Experimentar - envolve a transformação de observações e evidências recolhidas em propostas de design que dêem resposta aos contextos analisados.  Pode tomar a forma de maquetas ou animações, por exemplo. 

 

Construir - envolve criar um banco de materiais os quais poderão servir de ponto de partida para um processo físico de design e construção de novos espaços, mais ou menos temporários. 

 

Apresentar - envolve partilhar as descobertas feitas ao longo dos diferentes processos de um projecto. Pode tomar a forma de uma exposição, publicação ou evento performativo, por exemplo.

 

Reflectir de forma crítica - este último envolve uma reflexão crítica, que deverá ser partilhada, sobre o desenvolvimento do projecto/actividade. Pode tomar a forma de uma publicação, artigo académico, ou palestra.

Direcção:

                       Luísa Alpalhão, arquitecta

Equipa criativa:

                       Luísa Alpalhão, arquitecta

                       Tomás Melo, arquitecto

                       James Bates, mestre de construção

                       Michelle Brana, bióloga marinha

                       Sara Porto, professora de yoga

Responsável pela comunicação:

                       Tomás Melo, arquitecto

Equipa criativa convidada 2022/23:

                       Jonny Pugh, arquitecto

Estagiários 2022/23:

                       a confirmar